Nós e a Escola

A escola é um lugar onde aprendemos a ser, a estar, a ler, a escrever, a pensar, a refletir, a comunicar, a desenhar, a contar, a partilhar, a ajudar, a ...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A Sereia Apaixonada


Era uma vez uma sereia que vivia no oceano Indico, chamava-se Ariel e tinha o sonho de um dia se apaixonar.
Certo dia, ela quis nadar mais perto da costa e viu um rapaz tão bonito que se apaixonou logo. Ao vê-lo foi ter com o seu pai e perguntou:
- Pai, posso dar uma volta pela terra?
- Está bem, mas tem cuidado com os humanos não lhes contes o teu segredo ou transformas-te em espuma.
- Ok, não te preocupes!
Então Ariel saiu da água sem que ninguém visse e foi à procura do tal rapaz. Quando o encontrou foi ter com ele e não é que se apaixonaram loucamente um pelo outro? Por iniciativa de Ariel começaram a conversar:
- Olá!
- Olá, como te chamas?
- Chamo-me Ariel, e tu?
- Chamo-me Eric!
- Tens um belo nome!
- Tal como tu!
- És muito simpático!
- Queres sair comigo?
- Quando?
- Na sexta-feira.
- Aceito, mas a que horas?
- Às vinte horas está bem para ti?
- Sim, está bem. Adeus até lá.
- Adeus.
E assim ficou combinado o primeiro encontro.
Na quinta-feira a Ariel esteve na sua gruta, que ficava no fundo do mar, a escolher roupa e, como tem cabelos loiros, escolheu um vestido azul claro.
No dia seguinte arranjou-se e foi ter ao local onde se tinham conhecido. Quando Eric chegou, foram passear pelas ruas da cidade e, ao mesmo tempo, iam conversando sobre várias coisas:
- O que vamos ver?
- É surpresa, fecha os olhos.
- Está bem.
Quando entraram no restaurante Eric exclamou:
- Podes abrir os olhos!
Ao abrir os olhos, Ariel, ficou tão entusiasmada e comentou:
- Isto é tão romântico!
Depois encaminharam-se para a mesa que já estava reservada.
- Tiveste tanto trabalho e muito bom gosto para este encontro!
- Gostaste?
- Sim, muito.
No final do jantar foram passear junto ao mar. A Ariel sentia-se feliz mas apenas podia ter pernas durante duas horas, por isso, às vinte e duas horas ela despediu-se do Eric e, sem ninguém ver, voltou à sua gruta.
No dia seguinte, muito entusiasmada, foi ter com Eric, mas viu-o com outra mulher. Aí, Ariel aproximou-se e exclamou:
- Eric!
- Não é o que parece, tem calma.
A seguir Ariel correu e começou a chorar, mas Eric foi ter com ela e disse-lhe:
- A menina com quem estava era a minha prima.
- E beijaste-a assim?
- Porque não a vejo há muito tempo e, além disso, beijei-a na face não foi o que estás a imaginar.
- Então fui eu que me enganei, desculpa.
- Não faz mal.
- Eric!
- O que foi Ariel?
- Eu preciso de contar-te um segredo.
- Ai sim? Então conta.
- Podemos ir para a costa da praia?
- Claro que sim.
Ao chegarem lá diz-lhe ele:
- Podes falar à vontade.
- Eric, sei que vais ficar assustado, mas mesmo que me converta em espuma não quero ter segredos para ti.
- Não quero que te convertas em espuma.
- Mas é o meu destino Eric, eu sou uma sereia.
Em seguida, as suas pernas começaram a converter-se em espuma. Antes de desaparecer suplicou-lhe a chorar:
- Eric! Antes de desaparecer queria dizer-te que te amo muito.
Com os olhos fechados, beijaram-se mostrando que o amor entre um humano e uma sereia é possível.
De repente a espuma começou a desaparecer e a Ariel tornou-se num humano e, mais uma vez, beijou Eric e com ele viveu feliz para sempre.



                                                                                      Daniela

O aniversário do professor


Numa sexta-feira, de tarde, uns alunos do 4º ano combinavam, juntos, a surpresa para o professor que fazia anos no carnaval.
A campainha toca e na sala as crianças perguntam-lhe:
- O que deseja no aniversário?
- Desejava que as notas dos testes ficassem de satisfaz a excelente - disse o professor.
Para o professor ficar feliz, nos tempos livres, os alunos estudavam. Os dias foram passando…
No dia 20 o teste de matemática foi entregue, pelo professor, à turma. Ao sair da sala para vir a professora de inglês, o professor, sentiu-se confiante nas capacidades dos alunos e esperava que tirassem boas notas.
Na sala os alunos contaram, à professora de inglês que, no dia seguinte, o professor faria anos. Então a professora e as crianças fizeram alguns preparativos.
No dia seguinte os meninos esconderam-se e quando ele chegou à sala e não viu ninguém disse:
- Que estranho?!
- Surpresa! - disseram todas as crianças.
Os dias foram passando e as crianças muito felizes pois gostaram das notas que tinham tirado.
No dia de reunião na escola, o professor e os pais ficaram felizes pelos bons resultados   e o professor pensou: «Este foi o melhor aniversário que tive».

                                                                                                     José Maia

Poemas

Inverno

No inverno há duas festas,
Uma delas é o natal.
Na outra vai-se disfarçado,
Que é o carnaval.

A neve está a cair
Nós todos a brincar.
As crianças a sorrir
 E também a falar.

No inverno está frio,
Temos de usar roupas quentes
Para não faltarmos às aulas
E não ficarmos doentes.

No inverno é muito fixe
Pois podemos brincar,
Com bolas de neve
Para, a todos, atirar.

                       João Oliveira

Inverno

No inverno está frio
Frio de embalar
Embalar na lareira
Lareira onde apetece estar
Estar também na neve
Neve branca e fofinha
Fofinha para brincar
Brincar e fazer
Fazer bonecos de neve
Neve para construir
Construir bolas
Bolas para atirar
Atirar aos colegas e amigos
Amigos que vão brincar e se proteger
Proteger nos muros
Muros cheios de neve
Neve branquinha que cai
Cai nos telhados
Telhados que ficam congelados
Congelados de frio
Frio para usar roupas quentes
Quentes para nos aquecer
Aquecer junto à lareira até adormecer
Adormecer e sonhar
Sonhar com o inverno
Inverno de encantar.

                        Mariana


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Experiência nº4


“O que acontecerá à bacia, dentro de água, à medida que forem sendo colocados os objetos no seu interior”.

 O que pensamos:
- a bacia vai descendo à medida que colocamos pedras por causa do peso destas.
- ao colocar as pedras a água vai entrar na bacia.
- ao colocar as pedras a água da tina vai subir.
- quando a bacia afundar as pedras vão sair da mesma e ficar no fundo da tina.

Material:
- bacia
- tina
- água
- pedrinhas
-marcador

A bacia flutua.
Ao colocar pedras o nível da água subiu e a bacia flutua.
A bacia ultrapassou a carga máxima e afundou.


Conclusão:
Verificamos que ao colocar as pedras na bacia, esta ia descendo e o nível da água subia.
Até que ao colocarmos a última, ultrapassou a carga máxima e afundou-se. As pedras continuaram dentro da bacia.

A carga limite da bacia é representada pelo valor máximo da massa dos objetos colocados no seu interior, sem que esta se afunde, acrescido da massa da própria bacia.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Um dia muito chuvoso


Num dia de Inverno muito chuvoso um menino chamado Carlos estava a brincar em casa com os seus brinquedos. Ele morava num apartamento de sete andares na cidade de Viana do Castelo. Depois de um certo tempo, o Carlos já não queria brincar mais e foi à janela ver se a chuva já tinha passado, mas não. Então, perguntou à mãe:
- Mãe, posso ir jogar playstation para a sala?
- Sim, podes – respondeu a mãe.
- Mãe, também posso colocar-lhe o jogo Fifa 2011?
- Sim - respondeu ela.
Depois o Carlos foi ter com o pai e perguntou-lhe:
- Pai, queres jogar contra mim o Fifa 2011 na playstation?
O pai pensou, pensou até que lhe respondeu:
- Sim, pode ser.
Passaram então à escolha das equipas, o Carlos escolheu o Real Madrid e o pai o Barcelona dando, seguidamente, início ao jogo. Quando o jogo chegou aos noventa minutos acabou e ganhou o Carlos.
Entretanto parou de chover e ele foi lá para fora andar de bicicleta enquanto a mãe lavava a roupa.
Quando a mãe acabou de lavar a roupa foi chamar o Carlos para ir lanchar. No fim o Carlos foi tomar banho.
Às vinte horas foram jantar e quando chegaram as vinte e uma horas e trinta minutos foi prepara-se para se deitar e perguntou à mãe:
- Mãe, por favor, lês-me uma história?
- Sim - respondeu ela.
A mãe leu a história e o Carlos adormeceu tranquilamente.

Autor: João Oliveira

Ilustrador: José Maia

Júlia Ficou Doente

A Júlia saiu de casa para ir à escola sem um casaco que a protegesse da chuva e do frio.
Era Janeiro, o dia estava frio pois chovia muito e caía granizo. A menina tinha medo que o granizo a magoasse na cabeça.
Naquela manhã, a mãe avisou-a para levar o guarda-chuva e para vestir o casaco, mas a Júlia fez que não ouviu.
O pai tinha o carro na garagem e a Júlia foi com ele para o carro.
Quando chegaram à escola chovia muito. Ela saiu do carro a correr, mas molhou-se bastante. O cabelo ficou encharcado e pingava-lhe nas costas e nos ombros. A D. Teresa, empregada da escola, foi buscar uma toalha e enxugou-lhe os cabelos compridos.
Tocou a campainha trim…trim... trim e todos os alunos foram para as salas de aula. A Júlia passado algum tempo começou a espirrar, sentir frio e dores de cabeça. A professora viu que ela estava com temperatura e telefonou à mãe.
Quando a mãe chegou para a levar, viu que estava sem casaco e disse-lhe:
- Ó Júlia, vieste sem casaco?! Por isso ficaste doente, não te avisei para o trazeres?
A menina pensou «nunca mais faço isto, vou obedecer sempre à minha mãe».

                                                                                                                

Daniel  Alves
João Carlos Oliveira
Pedro Miguel Pereira  


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Um sonho realizado

  Há muitos muitos anos vivia, numa aldeia de Barcelos, um menino chamado Raul. Os seus pais trabalhavam no campo, de sol a sol, mas viviam pobres porque os campos não eram deles e tinham de entregar, no final de cada ano, uma parte do que neles colhiam aos seus donos.
O Raul frequentava a escola e era um menino feliz apesar de não ter brinquedos. O seu divertimento era quando levava os animais a pastar para os campos.
Aí, fazia corridas com o Bobi, o seu cão, assobiava imitando os pássaros e, na Primavera, procurava os seus ninhos nas árvores, nos silvados e nas ramadas. Quando encontrava algum ficava muito contente e, ao chegar a casa, contava aos pais que já sabia de mais um ninho. Mas esta alegria não lhe fazia esquecer o seu grande sonho de ir à festa das Cruzes à cidade de Barcelos.
Num dia de sol, ao chegar à escola, os amigos e a professora fizeram-lhe uma surpresa dizendo-lhe em voz alta:
-Vamos à festa das cruzes!
O Raul pulou de contentamento pois o seu sonho iria realizar-se. Entretanto chegou o autocarro e lá partiram até à cidade de Barcelos.
 Lá, dirigiram-se para os carrosséis onde a professora os deixou dar uma volta.

O Raul divertiu-se imenso pois era a primeira vez que andava no carrossel montado num cavalo branco. Ao mesmo tempo ficava baralhado com tanta diversão acompanhada por música muito alta e pessoas de um lado para o outro.
Depois deslocaram-se ao Templo do Sr. da Cruz para verem os tapetes feitos com flores de várias cores. Estavam esplêndidos.
Prosseguiram a visita até à avenida onde estavam expostos os arcos ornamentados a representar as freguesias do concelho de Barcelos. O Raul ficou muito feliz porque o arco da sua aldeia também lá estava.

Por fim regressaram à aldeia. O Raul estava muito contente e cheio de novidades para contar à família e ao seu Bobi.



Texto coletivo